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  • Marcelo Apovian

O gol das empresas nacionais !


Faz algum tempo que venho refletindo sobre a crise institucional que o Brasil vive desde o inicio da Operação Lava Jato. Foi depois dessa fantasmagórica investigação que os brasileiros se tornaram mais críticos. Alguns optaram por mudar de país, outros passaram a falar mal do Brasil e dos brasileiros.

Talvez uma maneira inconsciente das pessoas dizerem que não fazem parte dessa maçaroca.


Trabalho com recursos humanos desde 2006 e quando comecei nessa profissão o mundo era outro. Não tinha Netflix, Uber, Airbnb, patinetes elétricos, nem Iphone. Quanta coisa mudou em quase 15 anos !!


Sou da época que executivo bom era o que trabalhava em empresas multinacionais (e olha que não sou tão velho assim, tenho 47 anos) – Unilever, P&G em consumo, Whirlpool para bens duráveis, Ford, VW e GM para indústria automotiva, JP Morgan, UBS, Citibank para citar alguns do mercado financeiro.


Mas a evolução tem demostrado uma mudança importante no comportamento e desejo dos profissionais, não sei precisar o momento exato que a ruptura ocorreu, mas arrisco a dizer que foi graças aos fundos de Private Equity. Executivos estão cada vez mais seduzidos por esse mercado. Trabalhar em empresas nacionais, investidas por capital de risco, fazer o negócio acontecer e partir para outra.

Grandes grupos brasileiros tradicionais como Votorantim, Ultrapar e Bradespar se tornaram gestoras de ativos. O modelo antigo de administrar já não atende mais as demandas dos acionistas. Muito menos aos funcionários. O que está claro é que as empresas brasileiras subiram a régua, se equipararam com as globais. E para a carreira de um executivo é muito mais importante o projeto, o desafio, do que uma marca internacional.


Tenho feito palestras e entrevistado cada dia mais executivos que fizeram carreira em grandes multinacionais querendo mudar desse ambiente matricial e ter mais autonomia e poder de decisão. Gosto de fazer a analogia de quando saímos da casa dos nossos pais para morarmos sozinhos. É mais ou menos assim quando um executivo de multinacional resolve apostar em uma empresa nacional. O glamour da marca, a possibilidade de ter uma carreira importante, ser expatriado, ter benefícios luxuosos já não fazem mais a cabeça dos executivos. O momento agora é de ter liberdade para poder pensar, criar, planejar, executar e entregar o que o acionista quer.


Mesmo em um ambiente de baixa estima que vivemos, nunca esteve tão na moda trabalhar em empresas nacionais.

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